Uma geração de valor que falha presença em grandes palcos



O desporto pelo qual sofro e vivo de forma intensa é o Andebol. E neste momento estou triste pelos resultados não alcançados por esta geração que considero de muito valor e com grande potencial.

Poderia enumerar muitas razões, em minha opinião, pelas quais não conseguimos atingir os objectivos propostos e desejados por todo o universo de amantes do andebol em Portugal, mas seria falar mais do mesmo e neste momento não interessa apontar culpados, nem responsáveis por toda esta situação.

Certo, isso sim, é a nossa falha, mais uma vez, na conquista de um objectivo que esteve mesmo ali à nossa frente!

A nossa modalidade tem que se erguer da queda que demos e que está difícil ou quase impossível de nos levantarmos.

A realidade mudou, as necessidades alteraram, os clubes adaptaram-se e moldaram-se às novas exigências, os dirigentes e treinadores correram à certificação, os atletas optaram pelo amadorismo sério ou menos sério, enfim.... todos nós optámos pela mudança mais conveniente para satisfazermos os interesses pessoais.

Não fico de lado deste pensamento, nem tão pouco me excluo das responsabilidades imputadas enquanto fui responsável por cargos Federativos.

Onde quero chegar então?

Quero apenas expressar a minha tristeza, enquanto adepto, pelo facto de não termos conseguido ultrapassar este obstáculo, não obstante termos feito dois bons jogos frente à Islândia, aproveitando para reforçar o meu apoio incondicional a todos aqueles que lutaram e vestiram a camisola do nosso País. Não sabemos se existirão mais e melhores oportunidades, mas reconheço que tudo fizeram para dignificar Portugal.

Aqui sim, começa e acaba o problema do Andebol e das ditas modalidades com menor expressão. Representar Portugal e pela selecção que, depois do Futebol, conta com maior número de adeptos deveria ter sido encarada com maior respeito e dignidade!

Não tenho nada contra os contratos que se poderão fazer com canais privados de Televisão, mas um momento tão importante na vida da segunda maior Federação ser acompanhada de perto, e bem, pelo Porto Canal, levanta-me sérias dúvidas de boa gestão governativa e boa definição de serviço Público dos nossos Canais Públicos de Televisão!

Mas que raio se passa? Agora até temos três canais e ainda por cima, somos obrigados a pagar sem ter livre escolha, o que se passa que não entendo?

Caro amigo Presidente da Federação de Andebol de Portugal, deduzo que ainda esteja a conhecer a modalidade, mas aqui fica desde já um dos grandes objectivos como presidente que deverá ter em conta: Eleve o nome do Andebol Português em Portugal e na casa onde deverá conhecer melhor do que todos os outros, na Assembleia da Republica, para que de uma vez por todas mudem e exijam condições desportivas no domínio do serviço Público de Televisão.

Ainda não tem responsabilidades de gestão nessa área, mas serão-lhe exigidas muitas tarefas nesse âmbito, porque sinceramente, se não conseguir bater o pé nesta área, onde irá bater?


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